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Artista Otávio Di Borba exalta a importância de manter viva a cultura borbense

A Dança das Pastorinhas foi um marco na vida dos jovens de Borba na época

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Artista Otávio Di Borba exalta a importância de manter viva a cultura borbense
Foto: Reprodução/Facebook

O Amazonas possui uma ampla e rica tradição cultural no interior que ainda é pouco conhecida pela população brasileira. O músico e assistente social Otávio Di Borba, 66 anos, contou ao Primeiro Portal um pouco do trabalho que vem fazendo para resgatar o folclore local.

Conheça Otávio Rodrigues da Silva

Filho de cearense com uma amazonense e quando jovem começou a tocar música observando outros músicos tocarem. Veio adolescente para Manaus continuar os estudos e fazer serviço militar e, devido às habilidades musicais, foi convidado para tocar no conjunto musical Carrapicho, hoje ele é um dos sócios majoritários do Carrapicho. Atualmente, toca no grupo Raízes Caboclas. Mas muitas pessoas não imaginam o trabalho que ele realiza, há anos, para resgatar as manifestações culturais de sua terra natal, Borba, vamos conhecer um pouco sobre a história desse músico borbense, que em 2017 se destacou com a apresentação da Dança das Pastorinhas nas festividades natalinas de Manaus. 

A tradição das Pastorinhas em Borba, típica das Festividades Natalinas, ganha destaque em Manaus, como uma das vertentes do projeto “Quatipuru”, criado em 1999, inspirado na música do ritmo e da dança do gambá, característica do folclore borbense. Há mais de 30 anos, a iniciativa promove o resgate da cultura Borbense e do Amazonas através de músicas tradicionais das Pastorinhas, Trezena de Santo Antônio, Boi-Bumbá, dança do Gambá, dentre outros. “Eu desenvolvia meus trabalhos da faculdade em cima da cultura borbense, que tem uma riqueza enorme dentro dessa cidade. No decorrer das minhas pesquisas eu trouxe à tona a cultura borbense que vivenciei na minha infância e desapareceu com o tempo. Eu gravei  5 CD ‘s do folclore borbense, todos com músicas tradicionais da cidade”, contou Otávio.

Dança das Pastorinhas: 

As Pastorinhas, de origem portuguesa, introduzidas no Brasil no século XVI, são popularmente representadas por um cordão colorido formado principalmente por crianças, adolescentes, jovens e idosos, caracterizadas com as personagens do presépio de Belém. Com cantos e danças dramatizadas para homenagear o menino Jesus, recolhem esmolas e visitam lugares com presépios. No geral as apresentações começam no período do Natal e termina no “Dia de Reis – 06 de Janeiro”. 

A Dança das Pastorinhas foi um marco na vida dos jovens de Borba na época. 

Otávio Di Borba lamenta o fato de não ter conseguido o apoio necessário para ter desencadeado o mesmo movimento na cidade de Borba, com os brincantes locais, que contribuíram muito no processo de pesquisa e gravação das músicas. “Passei quatro anos estudando sobre as pastorinhas, hoje ela é a menina dos olhos do projeto no momento porque faz sucesso em Manaus.  No município a parte governamental não apoiou o projeto, embora eu tenha falado em plenário a importância, eu peguei e levei para Manaus o projeto e eles resolveram fazer uma pastorinhas com os idosos. E é o maior sucesso, hoje fazemos parte do calendário cultural do Governo do Estado do Amazonas” comentou.  

Em Manaus, os idosos do Centro Estadual de Convivência dos Idosos – CECI Aparecida, abraçaram o projeto. São componentes, em sua maioria, com mais de 65 anos, que dublam as vozes de artistas borbenses e interpretam os personagens típicos do folclore. 

Otávio revelou que um dos planos futuros para Borba, é trazer o Boizinho (boi de pano), para as ruas com a ajuda das crianças borbenses, levando essa tradição para escolas, principalmente agora com a volta do Festival Folclórico de Parintins.  

“Estamos planejando realizar o boizinho, que foi um pedaço da nossa história, da nossa juventude e da nossa infância,  assim como em muitos lugares desapareceu, aqui em Borba não foi diferente, muitas pessoas deixaram de brincar de Boi Bumbá. Ainda temos um remanescente dessa época, que é o Alberto Humaitá, cantor tradicional,  a nossa ideia é colocar o boi na rua com a turma (crianças) da atualidade e ensinar para eles, fazer visitas nas escolas. Temos apenas uma escola aqui que trabalha com essa Arte! Temos muitos ancestrais que brincaram de boi e hoje fica só na saudade, por isso a ideia é muito boa, para ter atitude e dar continuidade na cultura local”, finalizou o músico.   

Veja algumas ações realizadas por Otávio Di Borba:

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