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Economia

Petróleo fecha em alta, em sessão volátil e apoiado pelo recuo do dólar

No câmbio, o dólar perdeu força ao longo do dia, o que tende a impulsionar o petróleo

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Foto: Divulgação

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, nesta sexta-feira, 23. A commodity subiu no início do dia, mas perdeu fôlego e oscilou perto da estabilidade, com os riscos da covid-19 para a demanda no radar. Mais adiante, em meio a dados positivos dos Estados Unidos e ao enfraquecimento do dólar, o óleo voltou a ganhar força.

O petróleo WTI para junho fechou em alta de 1,16% (+US$ 0,71), em US$ 62,14 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 1,07% (US$ 0,71), a US$ 66,11 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal, o WTI recuou 1,66% e o Brent teve baixa de 0,99%.

Na avaliação do Rabobank, os mercados de petróleo tiveram uma “pausa” nesta semana, após ganhos recentes. Já a analista do setor na Rystad Energy, Paola Rodriguez-Masiu destaca em comentário a clientes que o petróleo oscila neste momento, entre fatos positivos nos EUA e na Europa, por um lado, e o avanço dos casos da covid-19 na Índia e no Japão, por outro. Ela nota que o quadro negativo nos dois países prejudica não só suas próprias economias, mas o transporte de pessoas e bens pelo mundo. Por outro lado, a analista vê uma tendência de fortalecimento na demanda do Ocidente.

Na agenda de hoje, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos EUA subiu a 62,2 em abril, nível recorde, segundo a IHS Markit. As vendas de moradias novas cresceram 20,7% em março ante fevereiro, acima da previsão dos analistas. No próprio setor, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA recuou 1 na semana, a 343.

No câmbio, o dólar perdeu força ao longo do dia, o que tende a impulsionar o petróleo, pois neste caso ele fica mais barato para os detentores de outras divisas, apoiando a demanda.

Os EUA ainda anunciaram a criação de um fórum de produtores de petróleo e gás, com o objetivo de zerar as emissões líquidas no setor. Canadá, Noruega, Catar e Arábia Saudita integram a iniciativa, que não tem uma data mais clara por enquanto para essa meta futura. O anúncio é feito em semana de cúpula sobre o clima, organizada pelo governo americano.

Estadão

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